Sunday, February 03, 2013

Excelente arte urbana em Lisboa!


 Avenida Conselheiro Fernando de Sousa
Fotografias de Cristina Garcia 

Saturday, February 02, 2013

Um tiro no pé em direcção à paridade!






foto retirada da net

Ontem, o Expresso da Meia-noite convidou só mulheres para debater a situação interna no Partido Socialista. Confesso que fiquei intrigada do porquê de tal preferência, quando a quota habitual é maioritária ou unanimemente masculina.
Presumo que tal opção não deve ter sido assente numa perspectiva machista que, as mulheres são mais capacitadas para a componente de “intriga e mexerico”.
Certo é que este programa tem adoptado sempre uma primazia masculina para debater os assuntos de interesse nacional, entre jornalistas, especialistas, e representantes políticos.
Se o intuito era dar um passo em direcção à paridade não existente no programa, o que aconteceu foi um “tiro no pé”.
O bom jornalismo que existe em Portugal, feito por mulheres, não se reconhece pela mera contagem de penteados femininos presentes a uma mesa.
A igualdade de oportunidades só passará a existir quando a ficha técnica de um jornal ou canal de televisão, em relação aos cargos de direcção, seja composta tanto por homens como mulheres.

Thursday, January 31, 2013

Fernando Ulrich: O homem das cavernas!















A consciência social é uma componente de qualquer pessoa estruturalmente sã e socialmente responsável. 
Na sociedade portuguesa em que vivemos, hoje, não ter consciência social faz parte de um exibicionismo de certa “elite”, que se arroga de falar alto e em bom som uma enormidade de despautérios sem ter vergonha na cara.
Quem não tem a consciência social deveria ficar no seu recato não se expondo de forma tão atentatória a falta de respeito pelos direitos humanos e sociais.
Um desses, “cromos” é Fernando Ulrich, desculpem-me o epíteto, pois não consigo suster a minha indignação dadas as suas últimas afirmações: “Se os sem abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos”.
É óbvio que Fernando Ulrich nunca conheceu nenhum sem abrigo, a única imagem que detém é de alguém a povoar as ruas e becos que, ele vislumbra do interior do seu carro.
Ser “sem abrigo” é uma etapa da vida de um ser humano que sofre uma usurpação de todos os direitos sociais e acima de tudo, uma violência à sua dignidade, não é nenhum estatuto.
Fernando Ulrich, dada a sua virgindade de consciência social não percebe que, um sem abrigo já deixou de aguentar há muito tempo, por isso fica sem casa, sem família, sem bens, sem direitos, dito por outras palavras: sem dignidade!
Fernando Ulrich é verdadeiramente um homem das cavernas, pela minha parte deveria manter-se na caverna, mas a democracia tem destas coisas: Temos que conviver com eles,  mas podemos e devemos indignar-nos! 


Sunday, January 20, 2013

Esta Lisboa que eu amo...






Fotografias de Cristina Garcia

Thursday, January 17, 2013

Em caso de emergência, puxe a alavanca!


























A ideia que Passos Coelho foi mandatado pelos eleitores para levar por diante a Reforma do Estado, está a ser sustentada por alguns comentadores/jornalistas nos media.
Esta lógica está ferida na sua estrutura:
a) Se o governo ainda não decidiu qual a reforma do Estado e precisa de debater com a sociedade civil  (à porta fechada), é porque não o discutiu e muito menos em público.
b) Se Passos Coelho já tivesse mandatado, através da sua eleição, para implementar uma reforma do Estado, os portugueses tinham de conhecê-la previamente.

A Reforma do Estado, que está em cima da mesa por parte do governo (ou melhor pelos nossos credores) passa pela mudança do Estado Social.

Dirão alguns, em defesa, essa situação é decorrente de estarmos sobre a alçada da Troika, pelo que o governo está sujeito a isso.

No relatório do FMI, encomendado pelo governo, as opções desenhadas  para atingir o objetivo de um corte 4 mil milhões de euros na despesa do Estado,  assentarão necessariamente  num  Estado de modelo liberal, onde o atual Estado Social tem os dias contados.

Sejamos claros: Nunca saiu da cabeça de Passos Coelho o projeto para destruir o modelo de Estado social, e agora a alavanca da situação de emergência dá  muito jeito! É só puxar!

Tuesday, January 15, 2013

Os papagaios estão na moda!



Tenho assistido nos media, em particular na Sic Notícias, a alguns debates cujos intervenientes papagueiam a doutrina pró-governamental com a mesma "queda" que as cataratas do Niágara.

No último Expresso da Meia-Noite, a propósito do relatório do FMI, três dos convidados apontavam o dito relatório como a solução milagrosa para os males das contas do Estado português, com verborreia alinhada pela mesma pauta: Reformar o Estado com cortes de quatro mil milhões de euros.

A representatividade da posição contrária esteve reduzida a um único convidado, desequilibrando notoriamente o princípio do contraditório; coincidência de pensamentos, dirão alguns, mas é no mínimo estranho…

Se outra dúvida não me assaltasse, ontem, quando assisti ao Frente a Frente, no Jornal das 9, na Sic Notícias, entre Nuno Magalhães e sem  a presença de Alfredo Barroso*, a dúvida passou a certeza: quando o comentador pensa pela sua cabeça, com um discurso combativo, assertivo e demolidor contra a governação “custe o que custar”, fundado na sua bagagem política, estudo e experiência de vida, corre o risco de ser "removido" por um papagaio político (espécie que propagandeia um ou mais projectos políticos).

Os papagaios estão na moda!
Nos dias que correm, prefiro ver os papagaios no canal da National Geographic.

* Alfredo Barroso foi " removido do Frente a Frente, usando as suas próprias palavras. 

Saturday, January 12, 2013

Relatório do FMI : Isto não é estudar uma reforma do Estado , é albardar o devedor à vontade do Credor!














Tenho ouvido alguns jornalistas de sucesso denominar o Relatório do FMI como um Estudo. Quem teve a oportunidade de ler este documento não pode retirar certamente esse epílogo. 

Um estudo consiste num diagnóstico actual (com o cuidado de usar os últimos dados produzidos à data do mesmo) e exaustivo do objecto a estudar, versando medidas a adoptar que inclui a demonstração da sua eficiência (*) e da sua eficácia (*).
As conclusões integrantes do estudo são resultado directo e imediato do trabalho desenvolvido no âmbito do mesmo.
Este relatório antes de ser feito já tinha a sua conclusão: cortar quatro mil milhões de euros!

A metodologia adoptada neste relatório é o uso do processo Benchmarking. Os seus autores alvitram modelos de boas práticas  em outros países – não acautelando a ponderação das realidades diferenciadas entre Portugal e esse países-  para evidenciar alguns "dos pratos a servir" ao governo português em matéria de emprego público, saúde, educação, segurança social, defesa nacional e segurança interna.

Neste relatório não está demonstrada a eficácia das medidas elencadas, mas apenas um rol de opções para chegar ao corte dos quatro mil milhões de euros. 

E isto faz toda a diferença! O que está em cima da mesa é um relatório que pretende fazer uma reforma do Estado, cingindo-se as opções previstas, usando o processo de Benchmarking  para mudar o modelo social do país. Sejamos claros:

Isto não é estudar uma reforma do Estado , é albardar o devedor à vontade do Credor!


(*) A eficiência consiste em fazer certo as coisas e a eficácia em fazer as coisas certas.